Na manhã de quarta-feira (12), na quadra do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, com a presença de mais de 10 representações de movimentos sociais, sindicatos, categorias e centrais sindicais,  o Fórum de Entidades em Luta se reuniu para organizar as mobilizações e a Greve Geral de 28 de abril.

Estiveram presentes a CSP-Conlutas, CUT estadual de São Paulo, CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), Nova Central de São Paulo, Intersindical, UST (União Sindical dos Trabalhadores), Sindicato dos Metroviários de SP, Fenametro (Federação Nacional de Metroviários), Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da USP), Sindicato dos Eletricitários, Oposição no Sintaema (Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente), Sitraemfa (Sindicato dos Trabalhadores em Entidades de Assistência e Educação à Criança ao Adolescente e à Família), Confederação das Mulheres do Brasil, Unidos pra Lutar, LSR (Liberdade, Socialismo e  Revolução), professores, e do setor judiciário – compartilhando e pensando iniciativas locais e organização dos trabalhadores.

A partir dos informes, a organização por meio de comitês contra as reformas da Previdência e trabalhista se mostrou um importante meio de construção da Greve Geral. Sergião Pereira, representando o Comitê de Luta contra as reformas da Previdência e trabalhista de São Miguel Paulista, Itaim e região, informou que a mobilização por meio deste grupo tem se consolidado fortemente, e que por meio dele tem sido possível a cobrança a outros setores. “Realizamos muitas atividades durante o período de greve dos professores a respeito das reformas, e queremos dialogar com outros segmentos, com toda a sociedade. Temos nos articulado também com a CNBB [Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, que já se colocou contrária às reformas], pois devemos alcançar a população no geral”, destacou.

Representantes das Centrais e de categorias confirmaram adesão ao 28A ou assembleias em curso para aprovação de participação da Greve Geral. Em nome da CUT estadual de São Paulo, Carlos Murilo informou que todos os sindicatos da Central estão definindo ou em processo de definição das estratégias de luta para o dia. “Boa parte das categorias já realizou assembleias e aprovou o dia 28, as subsedes, que fazem normalmente este trabalho regional de divulgação das ações, segue trabalhando para que a mobilização alcance as massas. Temos um trabalho mais intenso na região central, mas estamos buscando chegar às regiões mais distantes, para um diálogo mais direto com a população. Nos últimos 3 dias a ideia é reforçar este trabalho com a distribuição de materiais unificados das Centrais nas ruas”, relatou.

Em nome da Confederação de Mulheres do Brasil, Eliane Souza reforçou o ânimo e a disposição da população que, de modo geral, aprova a decisão pela Greve Geral desde as primeiras mobilizações de peso como o 8M e 15M “As pessoas apoiam a greve e isso temos sentido em qualquer trabalho direto com a população. Os metroviários no 15M tiveram papel essencial e o apoio dos trabalhadores, acredito que agora esse sentimento tenha ainda mais força”.

Os trabalhadores e estudantes da USP também devem aderir à Greve Geral, e estão diretamente envolvidos no trabalho de Comitê de Luta contra as reformas na região oeste de São Paulo. Segundo informe de Ribamar Passos, da Executiva da Intersindical, os trabalhadores dos Correios devem iniciar greve no dia 26, e planejam intensificar a mobilização até o dia 28, contra as reformas e em defesa de suas pautas específicas, como a luta contra a privatização e a redução de quadro da categoria. “Serão 25 mil demitidos, após um PDV recente, até julho deste ano, e ainda querem suspender o convênio médico. Estamos fortalecendo o dia 28 de Abril por considerar também a necessidade de levar à população a importância dos serviços públicos. Dia 28 não acaba um ciclo, mas apenas começa um período de lutas contra o congresso e o governo que querem retirar os nossos direitos”, enfatizou.

O judiciário, estadual e federal, deve paralisar no dia 28. A categoria tem utilizado os materiais unificados das Centrais para a divulgação da ação com a população. Professores estaduais e municipais também articulam ações para o dia, os metroviários realizarão panfletagens nos trens e estações de metrô, para conscientização dos usuários do transporte público para o dia da Greve Geral. Uma nova reunião, programada para a semana do dia 28, deve decidir ações mais diretas para o dia.

Confira o relato mais detalhado da reunião com o coordenador-geral do Sindicato dos Metroviários de SP, Raimundo Cordeiro: